AÉCIO LEVOU PROPINA DA JBS E DEVE SER AFASTADO, DIZ FUNDADOR DO PSDB

“Aécio saiu pequenininho do episódio. Errou profundamente, no conteúdo e na forma, por dizer tantos palavrões. Vai pedir R$ 2 milhões a Joesley para pagar advogados? Vá ao banco. A história parece inverossímil. Foi algum tipo de favor, propina”, diz o sociólogo Bolívar Lamounier, fundador e um dos principais intelectuais do PSDB; segundo ele, o senador mineiro deve ser afastado do comando do partido; ele diz ainda que João Doria poderá ser candidato à presidência caso consiga atropelar seu padrinho Geraldo Alckmin; “O candidato até o momento é o Alckmin. É o natural. Mas se chegarmos até abril de 2018 e as pesquisas mostrarem Doria muito mais forte que Alckmin, isso muda”, afirma

247 – Fundador e um dos principais intelectuais do PSDB, o sociólogo Bolívar Lamounier avalia que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) recebeu propina da JBS e deve ser afastado do comando da sigla.

“Fiquei muito mais do que chateado. Aécio saiu pequenininho do episódio. Errou profundamente, no conteúdo e na forma, por dizer tantos palavrões. Vai pedir R$ 2 milhões a Joesley para pagar advogados? Vá ao banco. A história parece inverossímil. Foi algum tipo de favor, propina. Quis muito que ele ganhasse, tinha confiança nele, mas agora tenho visão diferente porque tenho informação diferente. A figura dele ficou para lá de chamuscada, não a do partido”, afirma Lamounier, em entrevista a Ricardo Mendonça e Cristiane Agostini, publicada no Valor. “Aécio tem que ser afastado da presidência do PSDB. Tasso está interino. Deveria se afastar por uns quatro ou oito anos e fazer penitência. Pedir R$ 2 milhões a notório bandido com arremedo de argumento é chocante.”

Lamounier também avalia que o candidato natural do PSDB, Geraldo Alckmin, poderá ser atropelado pelo prefeito João Doria. “O candidato até o momento é o Alckmin. É o natural. Mas se chegarmos até abril de 2018 e as pesquisas mostrarem Doria muito mais forte que Alckmin, isso muda”, diz ele. “Alckmin é uma pessoa mais recatada, não fica fazendo pirotécnico, tem visão mais técnica do que é governar. Não tem compreensão exata de que o executivo, em qualquer nível, tem uma certa dimensão teatral. Ninguém se candidata a cargo político, muito menos ao Executivo, se não tiver uma certa capacidade de conviver com uma dimensão teatral que a política envolve. Doria não é nem um pouco tímido, sabe perfeitamente fazer esse papel.”

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