Parabéns, neoliberais. Vocês são campeões…do desemprego

Parabéns, Joaquim Levy, que fez aquela teimosa da Dilma desistir da política de pleno emprego. Parabéns, jornais e seus comentaristas, que forçaram o Brasil a apostar na recessão para deter a “ameaça inflacionária” que, por sua vez, derivava da tão defendida política de realismo tarifário. Parabéns Michel Temer e sua equipe econômica “dos sonhos”, que não hesitaram em apertar mais o já arrochado garrote das contas públicas.

O gráfico aí de cima vocês devem recortar, mandar emoldurar e pendurar na parede de seus belos escritórios, como o troféu que prova a sua superioridade indiscutível em criar desemprego, sofrimento, desesperança e degradação para milhões de brasileiros.

Se você não perceberam, é a marca do maior índice de perda de postos de trabalho, formais e informais, da história recente – 25 anos! – de nosso país e talvez mais, porque só até aí vai a pesquisa dos economistas Bruno Ottoni e Tiago Barreira, da FGV, reconstruíram a série de mercado de trabalho até 1992, adequando a nova e a velha metodologia de apuração do IBGE.

Não é truque de “blog sujo”, imbuído de esquerdismo (pobre Lord Keynes) keynesiano,  desenvolvimentismo varguista, nacionalismo arcaico. Está na Folha, no caso de duvidarem de sua própria proeza, com um título que a expõe com toda a crueza: Destruição de emprego na atual recessão é a mais forte em 25 anos.

Vocês são o máximo, senhores neoliberais! E olhem que isso é em percentual, porque em número absoluto de seres humanos – no caso de considerarem os pobres seres humanos, claro – porque os brasileiros, em 1992, eram 155 milhões e agora somos quase 208 milhões, segundo o mesmo IBGE.

Podem por, então, aí, mais um 25% na multidão de desesperançados.

Assim como o Giordano Bruno de Brecht se levantava contra os sábios da Inquisição, que ao mundo explicavam com seus domas, dizendo que a finalidade da ciência era aliviar a canseira humana, é preciso que se aponta a estupidez desumana destes sabidos. Porque a finalidade da política econômica é buscar prover a todos de trabalho, sustento e dignidade.

Quando a coisa chega a este ponto, desaparece o sentido de discutir detalhes e amenidades, porque há uma hecatombe social a ser enfrentada.

A qual, do contrário, nos devorará a todos.

 

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