PGR mostra ao STF post de Aécio no Facebook para provar que ele continua exercendo atividade parlamentar

Janot alega que senador tucano desobedeceu decisão do ministro Edson Fachin

BRASÍLIA – No pedido que enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) insistindo na prisão do senador Aécio Neves (PSDB-MG), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, alegou que o parlamentar desobedeceu decisão do ministro Edson Fachin, que o afastou “das funções parlamentares e ou de qualquer outra função pública”. Janot anexou ao pedido uma publicação do próprio tucano informando que se reuniu com correligionários para discutir votações no Congresso Nacional.

“Me reuni na noite desta terça-feira, 30/05, com os senadores Tasso Jereissati, Antonio Anastasia, Cássio Cunha Lima e José Serra. Na pauta, votações no Congresso e a agenda política”, declarou Aécio no Facebook. “A despeito da suspensão do exercício das funções parlamentares, decretada judicialmente no âmbito dessa ação cautelar, Aécio Neves continuou exercendo suas funções, conforme reunião divulgada por ele mesmo em redes sociais”, escreveu Janot. A petição foi enviada ao STF no dia 9, mas só foi divulgada nesta quarta-feira.

Para o procurador-geral, o fato demonstra a “imprescindibilidade da prisão do senador Aécio Neves para preservar não apenas a ordem pública, mas também a própria instrução criminal das investigações em curso”. O relator do processo, ministro Marco Aurélio, levará o caso para o julgamento da Primeira Turma do STF na próxima terça-feira. O colegiado é formado pelo relator e outros quatro ministros: Luiz Fux, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes.

 

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